Artigos do Prof. Marins e textos dos programas de TV

Sou mais Zéca Pagodinho que Michael Porter


Deixo a vida me levar,
Vida leva eu..."

  Zéca Pagodinho 

"Sem um planejamento estratégico
 competente, ninguém sobreviverá
nestes tempos globalizados..."

  Michael Porter

 

 Zéca Pagodinho todos conhecemos. Não precisa apresentação. É o "guru" do pagode no Brasil.
Michael Porter, muitos conhecem. É o maior "guru" de planejamento estratégico do mundo contemporâneo. Professor de Harvard, o Prof. Porter presta consultoria a empresas e governos no mundo inteiro.
Não sei muito bem os valores, mas acredito que um show do Zéca Pagodinho e uma palestra do Prof. Michael Porter estejam valendo no mercado a mesma quantia em dólares. 
 A citação acima de Zéca Pagodinho todos conhecem – seu pagode "Deixa levar" é cantado em todo o Brasil. A citação de Michael Porter, ouvi de seus próprios lábios num seminário dado por ele em que participei como aluno.
 E agora? Qual "guru" seguir?
 Sem nenhuma preocupação científica e apenas como um curioso antropólogo, com as duas citações nas mãos, consultei, provocativamente, mais de 150 pessoas entre empresários, executivos, funcionários e profissionais liberais. Homens e mulheres. Várias idades. Fiz consultas individuais e reuni essas pessoas em grupos grandes e pequenos. Nunca vi um tema que tenha gerado tanta polêmica, discussão e dúvida.
 Empresários diziam "sou mais Zéca Pagodinho", enquanto executivos bradavam serem mais Michael Porter e que a "desgraça do Brasil" estava exatamente nessa visão "pagodiana" de empresariar.
Empresários e empreendedores acusavam os executivos de ingênuos, "intelectualóides" – "vocês nunca tiveram uma folha de pagamento no fim do mês para pagar..." e ficam falando em planejamento estratégico – o negócio é "produzir", "vender" e não ficar o dia inteiro diante de um laptop fazendo "projeções" e planejamento...
 A resposta vinha sempre com uma avalanche de ira e indignação  dos executivos. "Sem planejar acontece o que acontece o no Brasil – mais empresas fecham do que abrem, é tudo uma mentira – produtos sem qualidade, mercados mal atendidos. Produzimos mas não temos como distribuir. Não temos política de preços. Não temos planos de carreira para nossos empregados e os desmotivamos a todos... É tudo um amadorismo de matar....".
 Empresários e empreendedores relatavam sua própria vida mostrando que o seu sucesso havia acontecido de forma absolutamente não planejada. "Atirei no que vi e acertei no que não vi", dizia um deles, de maior sucesso. "Tudo o que planejei não aconteceu", afirmou outro.
 Um terceiro ainda colocou mais lenha na fogueira dizendo: "contratei uma empresa famosa de consultoria para fazer o planejamento estratégico, um projeto de quase duzentos mil dólares. Os consultores ficaram oito meses trabalhando, levantando dados, e... quase quebraram a minha empresa! Se eu não retomo as rédeas, tínhamos falido!
 E você, leitor? É mais Zéca Pagodinho ou Michael Porter?
 Quero apostar que sua resposta será a mais brasileira de todas:
 " – O certo, Prof. Marins, é um 'misto' dos dois..."
 Ou seja, viva o Brasil do "Zéca Porter" e do "Michael Pagodinho"!

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