Artigos do Prof. Marins e textos dos programas de TV

As Armadilhas do bom senso

AS ARMADILHAS DO BOM SENSO

 

Luiz Marins

       

“Meu erro foi ter confiado no ‘bom senso’ daquele funcionário”, disse-me um gerente exasperado quando perdeu um grande negócio. “Só espero que ela tenha ‘bom senso’”, disse-me a lojista quando delegou todas as compras à sua nova gerente. “Parece que ninguém mais tem ‘bom senso’”, reclamou o diretor de recursos humanos de uma empresa e emendou: “a única coisa que estamos exigindo hoje é ‘bom senso’!”

Afinal, o que será esse tal “bom senso” que todos procuram?

Se você procurar num dicionário, lerá que bom senso é a “capacidade, poder ou aptidão de distinguir o verdadeiro do falso, o bom do mau, o bem do mal, em questões corriqueiras, que não careçam de soluções técnicas, científicas ou não exijam raciocínio elaborado”. (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa) ou ainda “disposição natural para julgar corretamente nas questões concretas que não admitem uma evidência lógica simples”. (Dicionário Priberam, Portugal - www.priberam.pt).

Parece simples, mas não é! E não é simples exatamente porque pressupõe o julgamento sobre uma questão que não é evidentemente lógica e simples, como diz a definição portuguesa. Assim, o tal julgamento depende da pessoa que julga. Depende da experiência, das crenças, dos valores, da própria cultura de quem toma a decisão ou faz o julgamento. E como todos sabemos, não há duas pessoas iguais.

Antes de confiar no “bom senso” de outra pessoa, certifique-se de que sua avaliação da realidade, dos fatos, da situação, coincide com a dela. Deixe sempre claro o que você pensa, quer e espera e não deixe tudo por conta do “bom senso” alheio. Lembre-se que o que para você é óbvio, lógico, indiscutível, de “bom senso”, para outra pessoa poderá parecer exatamente o oposto! Portanto, cuidado! É sempre um risco confiar no “bom senso” alheio.

Observe as pessoas mais próximas a você e veja como elas pensam diferente. Pense em quantas vezes você cometeu o erro de confiar no “bom senso” de alguém que tomou decisões que você jamais tomaria. Acredite: o “bom senso” é mesmo pessoal e intransferível.

Pense nisso. Sucesso!

  

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