Artigos do Professor Marins e textos discutidos nos Programas de TV

Os Desafios da Qualidade de Vida no Ambiente de Trabalho


O Século XXI será o século do "prazer", do "entretenimento".  Vencerá a empresa que fizer o seu cliente "sentir prazer" em relacionar-se com ela. Vencerá a concorrência a empresa "leve", "alegre", "diferente". Vencerá a empresa totalmente comprometida com o sucesso do cliente e ser uma verdadeira "solution provider"  em total parceria com seus clientes.

 E a verdade é que eu não sou cliente de uma "pessoa jurídica". Eu não sou cliente da "Volkswagen" ou da "AmBev" ou do "Carrefour".  Eu sou cliente do recepcionista da oficina de um concessionário, da telefonista da AmBev e da caixa do Carrefour, apenas para citar alguns exemplos. Eu sou cliente de"pessoas físicas" que representam "pessoas jurídicas".  O "Carrefour" francês perderá um cliente quando uma caixa mal treinada ou mal humorada me tratar mal. Ou quando uma telefonista, por não estar satisfeita em seu ambiente de trabalho me atender mal ao telefone ou não me der as informações que necessito.

 Daí a consciência que as empresas de hoje estão tendo de que o "Capital Humano"  é o seu maior capital.  Recursos e tecnologia são encontráveis em qualquer banco ou empresa tecnológica. "Gente"  fará a diferença entre vencedores e vencidos no mundo empresarial do século XXI.

 No mundo inteiro as empresas vêm descobrindo que precisam criar, a cada dia, ambientes de trabalho com maior qualidade para que seus funcionários, satisfeitos, alegres, felizes, possam atender bem seus clientes, vender melhor seus produtos e serviços. E aqui a criatividade tem sido quase ilimitada.

 Empresas americanas e européias e até algumas brasileiras, por exemplo, estão descobrindo a importância de permitir que, em situações especiais e definidas em conjunto pela comunidade empresarial, seus funcionários possam levar seus "pets" (animais de estimação) para o ambiente de trabalho. Cada caso é um caso. Assim, as empresas e psicólogos e antropólogos vêm descobrindo que com a presença de seu cão de estimação, seu pássaro preferido, etc. as pessoas ficam mais alegres, mais descontraídas, mais calmas, menos estressadas. Até mesmo "descarregam" suas tensões ao acariciar seu cão, ao ouvir seu pássaro próximos no ambiente de trabalho.

 Absurdo? Pode até parecer! Com controlar? Como evitar abusos? Quais serão os limites?

 Tudo isso precisa ser discutido em conjunto com os próprios colaboradores. Como já disse, cada caso é um caso. Cada empresa é uma empresa. Cada empresa tem características diferentes e próprias. O próprio ambiente e localização imporão restrições e permissões. Mas a verdade é que essa é uma idéia que não pode e não deve ser descartada sem consideração. A experiência tem demonstrado que mesmo as pessoas que não possuem animais de estimação sentem-se num ambiente mais "humanizado"(sic) com a presença de animais de seus companheiros. Será isso possível?

 Meu conselho é que você, empresário, gerente de recursos humanos, pense nisso. Faça uma experiência, começando com um "Pet's Day" – quando as pessoas nesse único dia poderão "apresentar" seus animais de estimação a seus companheiros de trabalho. Depois veja se seria possível permitir e como, que as pessoas trouxessem em ocasiões especiais ou às 6a. feiras, por exemplo, uma vez por mês seus "pets" ao trabalho. Meça os resultados. Veja as conseqüências para o ambiente de trabalho. Experimente!

 Pense nisso! Hoje nada é mais absurdo do que ter uma empresa onde as pessoas sintam-se infelizes!

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