Artigos do Prof. Marins e textos dos programas de TV

Não gosto do meu chefe! Por isso prejudico nossa empresa!

 

NÃO GOSTO DO MEU CHEFE. POR ISSO PREJUDICO A EMPRESA.

 

Luiz Marins

 

Conheço pessoas que, por não gostarem de seus chefes, procuram prejudicar a empresa em que trabalham.

Conheço políticos e partidos que, por não gostarem do presidente, governador ou prefeito, prejudicam seu País, seu Estado, sua cidade, a população toda.

Conheço lojistas que, por não gostarem da administração do shopping, procuram prejudicar o próprio shopping onde possuem loja.

Conheço pessoas que, por não gostarem do padre ou do pastor, procuram prejudicar sua igreja ou religião.

Ora, esse comportamento não é ético, nem moralmente defensável e demonstra uma imaturidade e falsidade intelectual e uma ausência de princípios que não podem e não devem ser aceitos.

Não podemos confundir uma pessoa com a instituição. Não podemos condenar a medicina pelo erro médico de um profissional; não podemos condenar uma Igreja pelo comportamento errado de alguns de seus membros; não podemos condenar toda a indústria de aviação pela antipatia de algumas comissárias de bordo.

Um político intelectualmente honesto deve trabalhar pelo bem do seu País, do povo que representa e não ser radicalmente contra ou mesmo a favor de programas, projetos e propostas somente em função de quem os propôs. Isso é desonestidade intelectual e ética.

Da mesma forma, um colaborador pode discordar e mesmo não gostar de seu chefe. Ele pode e deve usar todos os meios para mostrar sua discordância, seu ponto de vista, mas não é intelectualmente honesto agir para prejudicar toda a empresa, colocando em risco a própria sobrevivência da organização e dezenas de empregos.

Quantas vezes vejo pessoas que se acham de respeito, defender posições insustentáveis em função de problemas pessoais com alguém. Outro dia ouvi, num trabalho em grupo de uma empresa, um gerente dizer: “Tudo o que vem dela, sou contra. Não quero nem saber do que se trata.”

As pessoas precisam aprender a ver além de si mesmas e de suas preferências e conveniências pessoais. Precisam ver o todo e as consequências mais globais de suas posições, atos e omissões. Precisam ser coerentes e intelectualmente honestas.

Pense nisso. Sucesso!

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