Artigos do Prof. Marins e textos dos programas de TV

Quem tem medo de 2006?


 2006 chega com boas perspectivas para o Brasil. As previsões para 2005 começaram eufóricas e o ano terminou em situação pior do que a prevista. 2006 será o contrário – começaremos em baixa e terminaremos em alta. Acredite! 

 
Como tenho dito inúmeras vezes, o Brasil – juntamente com a China, Índia e Rússia –  será um destino preferencial para investimentos produtivos de longo prazo e um destino preferencial para o turismo ambiental. O mundo precisa de locais tolerantes para produzir. Locais distantes de fundamentalismos radicais e que tenham razoável infraestrutura e estabilidade política. O Brasil reúne algumas condições favoráveis neste cenário intolerante e violento.  Se fizermos a lição de casa necessária – diminuir o custo Brasil fazendo a tão esperada reforma tributária; desonerar ainda mais as exportações; baixar o custo do dinheiro para o empresário e para o consumidor; cuidar da segurança de forma eficaz para que turistas sintam-se seguros ao nos visitar, teremos em 2006 um ano de prosperidade. As eleições trarão um desafio extra para nossa nacionalidade, mas a verdade é que não temos nenhuma previsão de instabilidade política no horizonte.


 Assim, terá medo de 2006 a empresa, o empresário, o profissional que não compreender e não quiser enxergar nesta crise mundial as oportunidades que poderão se apresentar para o Brasil e para seus negócios.  Terá medo de 2006 a empresa que não compreender que graças às vantagens comparativas do Brasil, a competição será ainda maior em 2006 e as margens de comercialização serão ainda mais baixas e o cliente ainda mais exigente e intolerante com a baixa qualidade de produtos e serviços.

 Terá medo de 2006 o profissional que não compreender que não haverá lugar para os "mais-ou-menos", para os pouco comprometidos com a sua empresa e com o seu emprego. Que não haverá lugar para quem não fizer um grande esforço de aperfeiçoamento pessoal e profissional.

 Terá medo de 2006 quem não se preocupar em desenvolver produtos e serviços de qualidade, pois o cliente será ainda mais exigente e intolerante com a baixa qualidade tanto de produtos quanto da prestação de serviços.

 Terá medo de 2006 a empresa que não treinar seus funcionários tanto em produtos quanto nas características de seu mercado, criando através das pessoas o diferencial necessário para vencer seus concorrentes.

 Terão medo de 2006 os acomodados, os medrosos, os que não investirem em tecnologia, que não renovarem seus equipamentos.

 Terão medo de 2006 os empresários e executivos que não compreenderem a importância da velocidade na tomada de decisões e que não se preocuparem em fazer o seu cliente ganhar tempo com sua empresa.

 Terão medo de 2006 os que não entenderem que estamos na era da economia do entretenimento e que o cliente deve sentir um genuíno prazer em relacionar-se com a empresa.
 
Terá medo de 2006 a empresa burocratizada, pesada, lenta, complicada, descolada do comprometimento com o sucesso de seu cliente.

 Terá medo de 2006 a empresa que não compreender que é preciso comunicar-se com o mercado de forma inteligente e eficaz, divulgando seus produtos e suas vantagens competitivas, fazendo promoções, cuidando da exposição de seus produtos no ponto-de-venda, cuidando e valorizando a sua marca.

 2006 será um ano bom. Mas será bom para os "mesmos".  Os mesmos que sempre acreditaram na sua capacidade de reverter expectativas através do trabalho árduo, da motivação de seu pessoal, do investimento no futuro de sua empresa.

 2006 será um ano ruim. Ruim para os "mesmos". Os mesmos que ficam chorando a "crise", os mesmos que ficam esperando que os clientes os procurem em vez de criarem seu próprio mercado. Os mesmos de sempre. Os fracassados de sempre.

 

 Pense nisso. Feliz 2006!

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