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O direito de não ser o primeiro

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Muitas pessoas me perguntam se para ser feliz e considerar-se "sucesso" é preciso estar sempre no topo, ser o primeiro ou a primeira em tudo o que puder.

 Conheço pessoas que simplesmente não querem ser "as primeiras". Conheço gente que não quer ser "o chefe", "o presidente". Conheço pessoas que sentem-se genuinamente mais felizes sendo "segundas ou terceiras".

 Já me perguntei se essas pessoas dizem não querer estar no topo por medo ou como uma forma de racionalização - já que não consigo ser o primeiro, faço o "jogo do contente" e finjo me contentar sendo o segundo.  Mas vejo que há pessoas que sinceramente optam, conscientemente, em não estar no topo.
 E essas pessoas me parecem felizes! Elas consideram que o estresse e a responsabilidade que ser a primeira no mundo dos negócios causa,  simplesmente, não compensa.

 Conheço pessoas que não aceitaram ser promovidas. Conheço pessoas que não aceitaram ofertas tentadoras para se mudar para o exterior em condições de salário e posição muito mais vantajosas do que as que tinham no seu país. Elas sempre me perguntam se a opção que fizeram foi certa ou errada.

 A minha resposta é sempre a de que essa é uma opção "pessoal e intransferível". Somente a própria pessoa pode saber o que realmente quer e decidir de acordo com o que deseja da vida.

O importante é que temos o direito de não ser "o(a) primeiro(a)".

Mas é preciso assumir as conseqüências dessa decisão. Assim, quando alguém não aceita uma promoção tem que lembrar que alguém será promovido em seu lugar.  Deve também lembrar que a empresa pode perder a confiança de investir em alguém que não quer "subir" e que sua atitude pode ser vista como uma falta de comprometimento com a empresa.

 Assim, existe o direito, mas é preciso saber que existem também conseqüências. Você tem o direito de querer ficar mais tempo com sua família, com seus amigos. Achar o equilíbrio não é fácil. Este é o desafio.  E a decisão é só sua!

 

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