Artigos do Professor Marins e textos discutidos nos Programas de TV

QUANDO BATE A DESESPERANÇA

QUANDO BATE A DESESPERANÇA

 

Luiz Marins

  

Muitas vezes na vida de todos nós, como empresários e como pessoas, sentimos a desesperança bater à nossa porta, chegar à nossa mente. Parece que não temos mais saída. Os motivos podem ser os mais variados - clientes que desaparecem ou não nos pagam; fornecedores que não entregam; funcionários desmotivados; problemas na produção ou mesmo uma pandemia com esta que estamos a viver.

Recebo, semanalmente, dezenas de mensagens relatando situações de desesperança empresarial e pessoal. São situações duras, reais, concretas. Cada um de nós tem um lista enorme de problemas que muitas vezes se acumulam de tal forma que entramos em verdadeiro desespero que significa desesperança ou seja, parece que perdemos a esperança de conseguir sair daquela situação. Perdemos a motivação para continuar lutando. Perdemos os “motivos” para prosseguir; ficamos descrentes. Perdemos a coragem que nos trouxe até aqui. Temos a impressão de que o mundo se voltou contra nós e que erramos em tudo o que fizemos – das decisões empresariais às escolhas pessoais. Temos vontade de jogar a toalha e desistir.

Nestes momentos é preciso ter muita calma. Muita sabedoria. Muita paciência para que não destruamos com nossa real e até justa desesperança tudo o que construímos até aqui – tanto na vida profissional e empresarial como na vida pessoal. É hora de enfrentar a realidade.

Enfrentar significa olhar de frente, com grande senso de realidade. Nas crises – e é importante que saibamos que todos teremos nossas crises – o mais importante é a calma, a análise fria, a busca de lições e oportunidades que ainda possam existir.

Para enfrentá-las é preciso saber que temos que mudar nossa forma de pensar e de agir, muitas vezes fazendo opções nem sempre fáceis e agradáveis. Mas temos que fazê-las.

Vejo decisões empresariais tomadas no desespero de uma crise que destruíram anos de um grande sucesso.   Pensar com vistas ao longo prazo, e não no desespero do momento, poderá nos levar de volta ao equilíbrio.     As consequências de uma decisão emocional, desesperada e apressada podem ser muito danosas para o resto de nossa vida empresarial ou pessoal.

E muitas vezes as decisões emocionais e desesperadas que tomamos não têm volta. Restará apenas um arrependimento muito forte e um sentimento de culpa que podem ser piores do que as sensações de abandono e desespero que tínhamos durante a crise.

Nesta semana, pense nisso. Tenha calma. Enfrente com sabedoria, razão e fé esta e outras crises que possa viver. Lembre-se que por certo esta e as outras sempre passarão, desde que você decida enfrentá-las com serenidade, sabedoria e calma, buscando a ajuda certa, de pessoas certas, com humildade e fé. Agindo assim, você sairá desta ainda mais fortalecido e pronto para a próxima....

Pense nisso. Sucesso!

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