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O desafio da execução: por que as coisas não acontecem?

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Fazer com que o planejamento seja executado, as metas atingidas, a visão, as crenças e valores tornarem-se realidade concreta, é hoje o grande desafio dos dirigentes principais de qualquer organização. “As idéias, planos e projetos ficam no papel”, disse-me um presidente.
As pessoas parecem sentir um grande prazer em dar idéias inovadoras e propor projetos mirabolantes. Mas, não têm o mesmo entusiasmo em executar essas idéias em seus detalhes até que elas apresentem resultados concretos. Para a maioria das pessoas, executar é uma coisa menor, enfadonha, que deve ser “delegada” aos escalões inferiores.
Essa é a razão pela qual as coisas não acontecem, os projetos não saem do papel e vivemos nos enganando todos os dias com idéias novas e novos projetos.
Os dirigentes, em todos os níveis, precisam envolver-se direta e pessoalmente na execução dos projetos e atividades de suas organizações. Isso não significa que devam perder-se nos detalhes, mas sim que devem estar totalmente comprometidos com a execução em todos os seus detalhes. 
Na verdade, é preciso ter menos idéias e mais execução. De nada adianta ter-se um número enorme de projetos se eles não são executados com o necessário cuidado e atenção para que possam mostrar seus efetivos resultados.
Quando visito empresas, costumo perguntar aos dirigentes sobre alguns detalhes dos projetos que eles dizem estar em andamento e vejo que pouco sabem dos detalhes da operação, do que de fato está acontecendo, quais os problemas, quais os resultados parciais, quem são as pessoas envolvidas, etc.
Outro dia um presidente me disse estar decepcionado com sua diretoria que, segundo ele, não lhe entregou os lucros que haviam prometido. Quando perguntei a ele o que ele havia feito durante esse tempo todo, ele não teve outra resposta a não ser dizer que tinha esperado pelos resultados, sem, de fato, envolver-se pessoalmente na execução. Um chefe não pode ficar esperando que seus subordinados o entreguem os resultados. Ele deve garantir que seus subordinados façam tudo o que deve ser feito para que os resultados sejam atingidos.
Sem comprometerem-se com a execução, os dirigentes serão sempre surpreendidos quando as coisas não acontecem e os resultados não ocorrem. Ao envolverem-se diretamente na execução eles saberão se as pessoas certas estão nos lugares certos e se têm as condições básicas de operação para fazer as coisas acontecerem.
Veja se você, como encarregado, supervisor, gerente, diretor ou presidente de uma organização está diretamente comprometido com a execução das idéias e projetos de sua empresa ou se está distante, alheio, esperando os resultados que sabe, desde já, que não virão.
Pense nisso. Sucesso!

 

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