Artigos do Prof. Marins e textos dos programas de TV

O mundo é plano

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 Estou em Portugal, lecionando e fazendo palestras a empresários portugueses e espanhóis em Lisboa e Santarém. Nas diversas reuniões que estamos fazendo, confirmo, cada vez mais, que o mundo é plano. A realidade, os problemas de mercado, os desafios e perspectivas de Portugal e Espanha são muito parecidos com os nossos do Brasil. Todos temos muitos concorrentes, com qualidade semelhante e preços similares. A luta para diferenciar nossa empresa é a mesma nos quatro cantos do mundo. O mundo é plano. Segundo Thomas Friedman, autor do best-seller “O Mundo é Plano”, a globalização atravessou três grandes eras:
• Globalização 1.0: começou com a chegada de Cristóvão Colombo à América em 1492 e se estendeu até o início da Revolução Industrial. Esse período pode ser caracterizado pela globalização provocada e patrocinada pelos países, destacadamente, Espanha e Portugal cruzando os mares atrás de novos mercados;
• Globalização 2.0: começou com a Revolução Industrial e foi até o ano 2000. Esta etapa pode ser caracterizada pela força adquirida pelas empresas transnacionais no contexto econômico mundial. As grandes empresas, com capacidade para gerar milhares de empregos em qualquer país do mundo, foram alvo de disputa entre os países que as queriam receber;
• Globalização 3.0: essa é a nossa época. Época da concorrência global. Com as novas capacidades criadas pelos softwares e a enorme malha de comunicação existente atualmente, o mundo agora está plano. Agora, mais do que nunca, é possível que qualquer indivíduo possa participar e competir em atividades econômicas globais.
 Assim, o mundo globalizado facilita a troca de experiências, acelera a informação e nos faz parecidos, quase irmãos, na busca de soluções. Como encontrar e reter talentos; como motivar pessoas; como surpreender e encantar clientes e o que fazer para fidelizá-los são questões globais que o mundo todo discute.
 Novos desafios exigem nossa atenção e criatividade. A qualidade de vida; o Estado que ampara e dá benefícios sociais abundantes está sendo ameaçado e questionado. A China, essa incógnita – uma enorme caixa amarela que poucos sabem o que dela poderá sair, juntamente com a Índia estão nos fazendo repensar o Ocidente e mesmo nossos valores. Até quando poderemos sobreviver à competição dos que trabalham por míseros salários? A invasão dos imigrantes, o aumento da criminalidade, tudo nos leva a concordar com o “mundo plano” de Friedman. Os benefícios da tecnologia e as mazelas da violência parecem estar em todos os lugares. Este é o mundo atual. Se ele é bom ou mau, cabe a cada um decidir. E essa decisão parece estar cada vez mais difícil tanto na Europa como em nossa sofrida América Latina. O autor faz a seguinte colocação: “Agora, o que os indivíduos podem e devem indagar é: como é que eu me insiro na concorrência global e nas oportunidades que surgem a cada dia e como é que eu posso, por minha própria conta, colaborar com outras pessoas, em âmbito global?”. Afinal, o mundo é plano.
 Pense nisso. Sucesso!

 

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