Artigos do Professor Marins e textos discutidos nos Programas de TV

O respeito aos bens da empresa

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 O motorista de uma empresa foi me buscar no aeroporto. Passava sobre os buracos sem nenhum cuidado. Freava bruscamente, sem necessidade alguma. Quando perguntei por que tratava tão mal o seu veículo, ele respondeu: “Não é meu, é da empresa”.
 Vi a secretária do gerente jogando no lixo vários clipes novos e rasgando folhas de papel que poderiam ser reutilizadas. Pedi uma cópia de um documento e ela me trouxe três. Perguntei por que ela não usava aqueles clipes e aquelas folhas novamente e ainda por que tirou três cópias, quando eu só precisava de uma e ela me disse: “A empresa é rica”.
 Acabou a reunião. Juntamente com o gerente, fui o último a sair. Procurei o interruptor para apagar a luz. O gerente me disse: “Não precisa. Aqui deixamos tudo aceso”. Por que algumas pessoas não têm respeito pelos bens da empresa em que trabalham?
 Não quero comentar sobre pequenos furtos que alguns funcionários fazem: lápis, canetas, fitas adesivas, etc. Também não quero falar de outras pequenas desonestidades como pedir favores a fornecedores, etc. Estou apenas dizendo do abuso, do mau uso, da falta de consciência que tenho assistido nas empresas que visito: motoristas que descuidam dos veículos sob sua responsabilidade e acrescentam na nota fiscal do combustível as despesas da conveniência; operários que não se interessam pela manutenção de máquinas e equipamentos; pessoal administrativo que não cuida de seus computadores, arquivos; pessoal da limpeza que joga fora litros e litros de detergente sem nenhuma preocupação. Por que isso acontece?
 Com muitos concorrentes, qualidade semelhante e preços similares, a empresa de hoje tem que cuidar muito de seus custos internos. Não se trata de pão-durismo ou sovinice. Trata-se da sobrevivência da empresa e, portanto da mantença dos empregos dos que ali trabalham.  É preciso discutir isso com os colaboradores. É preciso que todos compreendam, de fato, e não só imaginem compreender, que as margens de comercialização de produtos e serviços estão cada vez  mais estreitas e, muitas vezes, centavos fazem uma enorme diferença na era de competitividade global que atravessamos. Assim, respeitar os bens da empresa é cuidar para que ela sobreviva com sucesso. É garantir os empregos, garantir o futuro. Essa é a motivação.
 Pense nisso. Sucesso!

 

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