Artigos do Prof. Marins e textos dos programas de TV

Por que as coisas não acontecem?

“Em nossa empresa, as idéias, planos e projetos ficam no papel”, disse-me um diretor. “Aqui, há uma enorme distância entre o discurso e a prática”, falou o presidente ao abrir a reunião anual de dirigentes.
Fazer com que o planejamento seja executado, o orçamento cumprido, as metas atingidas, a visão, crenças e valores tornarem-se realidade concreta é hoje o grande desafio dos dirigentes de qualquer organização. E “dirigentes”, para que o leitor entenda, quero chamar todos aqueles com cargo ou função de chefia, supervisão, direção ou presidência.
Orçamentos (budgets) são elaborados e passa-se boa parte do ano seguinte justificando-se o seu não-cumprimento. Idéias e projetos são minuciosamente elaborados e simplesmente não-executados em seus detalhes fundamentais. As pessoas parecem sentir um grande prazer em dar idéias inovadoras e propor projetos mirabolantes. Mas não têm o mesmo entusiasmo em executar. Para a maioria das pessoas, executar é uma coisa menor, enfadonha, que deve ser delegada aos escalões inferiores. Essa é razão pela quais as coisas não acontecem. É preferível ter menos idéias e mais execução.
Quando visito empresas, pergunto sobre projetos em andamento e vejo que são poucos os dirigentes que sabem dos detalhes da operação, do que de fato está acontecendo, quais os problemas, quais os resultados parciais, quem são as pessoas envolvidas, etc. Outro dia um presidente me disse estar decepcionado com sua diretoria que, segundo ele, “não entregou os resultados que havia prometido”. Quando perguntei o que ele, como presidente, havia feito durante esse tempo todo, ele não teve outra resposta a não ser dizer que ficou esperando pelos resultados, sem, de fato, envolver-se na execução.
Um dirigente não pode ficar distante, alheio, esperando por resultados que sabe que não acontecerão. Ele deve garantir que os resultados sejam atingidos envolvendo-se e comprometendo-se diretamente na execução. Todo dirigente tem o dever indelegável de avaliar periódica e formalmente cada um de seus subordinados em função da execução. Só assim ele saberá se as pessoas certas estão nos lugares certos e se todos têm as condições básicas de operação para fazer as coisas acontecerem.
O carnaval passou. Agora é hora de fazer as coisas acontecerem. Sem o total envolvimento e comprometimento dos dirigentes com a execução das idéias, orçamentos, planos e projetos, as empresas continuarão aperfeiçoando o processo de melhoria contínua do auto-engano.
Pense nisso. Sucesso!

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