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China e Índia: Precisamos conhecê-las melhor

china-india-professor-marinsParticipei da Conferência Internacional “Desafios Emergentes - A ascensão econômica da China e Índia e seus efeitos para o Brasil” - promovida pelo Conselho Empresarial Brasil-China, em São Paulo, dias 17 e 18 de abril de 2007, com a presença de autoridades e especialistas da China, Índia e Brasil. É incrível como conhecemos pouco desses dois países com mais de um bilhão de habitantes cada e que estão promovendo a maior revolução econômica da história da humanidade, maior mesmo que a Revolução Industrial do Século XVIII, em termos de impacto sobre a economia mundial. Com reservas de 2,3 trilhões de dólares, as exportações chinesas cresceram 450% nos últimos quinze anos. A Índia vem despontando como grande exportadora de serviços e de alta tecnologia. 

 

Por que precisamos conhecer melhor esses países? A razão é simples. Gostemos ou não; queiramos ou não; todos seremos afetados direta e indiretamente por esses dois gigantes nas próximas décadas, da mesma forma como somos afetados hoje pela economia dos Estados Unidos.   E, se bem ou mal, temos algum conhecimento da economia e do modo de vida americanos, teremos que nos preparar para aprender mais sobre a China e a Índia.

 

Todos os especialistas internacionais foram unânimes em afirmar que se o Brasil se interessar mais e se dispuser a ter um relacionamento mais consistente com esses dois países, o maior beneficiário será o Brasil, dada a diversidade da economia brasileira e a complementaridade econômica entre os três países.

 

Os três países têm problemas sociais enormes a vencer, principalmente nas áreas de educação, saúde e saneamento. Os três países terão que fazer enormes investimentos em infra-estrutura. Mas, como apontaram os especialistas, os investidores do mundo inteiro nunca estiveram tão dispostos a colocar recursos nessas três regiões, como agora. Considerando-se o PIB per capita com base no poder de paridade de compra, o Brasil ainda está à frente da China e da Índia. Agora é a hora de agir para não ficarmos definitivamente para trás.

 

Assim, seja você empresário, pequeno, médio ou grande; seja você gerente, supervisor, encarregado ou apenas um funcionário sem cargo de chefia, pense seriamente em conhecer mais e interessar-se mais sobre a China e a Índia. Da mesma forma se você é professor, estudante, prestador de serviços ou profissional liberal, não deixe o tempo passar. Não se iluda: qualquer possibilidade de integração começa pelo conhecimento. Não deixe a oportunidade passar. 

 

Pense nisso. Sucesso!

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