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O equilíbrio entre democracia e autoridade na empresa

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Uma das perguntas que mais me fazem é até que ponto um chefe (seja ele presidente, diretor, gerente, supervisor ou encarregado) deve pedir a opinião de seus subordinados. E ainda, até que ponto deve atender a essas sugestões. Essa pergunta é feita porque quando as coisas não dão certo, a responsabilidade recairá sempre nas chefias e não nos subordinados.
Aqui é importante colocar as coisas em seus devidos lugares. A responsabilidade é sempre das chefias. Por isso essas pessoas são elevadas a essa função. Ter uma função de chefia não é só ter mais poderes e liberdade. É, sim, ter mais responsabilidade. E a pessoa “responsável” é aquela que deve “responder” por determinado setor. Esse é quem detém a função de chefiar. Assim, é preciso, em primeiro lugar, que fique bem claro que não é dado a nenhum chefe eximir-se da responsabilidade pelos erros ou acertos de sua área.
O bom senso e a inteligência nos dizem que, para decidir bem, um chefe deve ouvir seus subordinados. A razão é simples: as pessoas que estão mais diretamente ligadas à execução de uma atividade têm dados e informações que podem ser relevantes ao processo decisório de um chefe. Ouvir as pessoas é, pois, um sinal de inteligência. Um chefe que não ouve, fica embutido na ignorância de coisas que poderão ser essenciais para o sucesso de sua decisão. Porém, é preciso que fique bem claro que a responsabilidade de decidir é sempre do chefe que detém aquele poder. Assim, não cabe ao chefe “obedecer” seus subordinados. Cabe ouvir para melhor decidir.
Conheço chefes que confundem sua autoridade com um democratismo inconsequente. Em vez de tomar as decisões corretas e corajosas que devem tomar, fazem o que os subordinados desejam. E quando se lhes é perguntada a razão do erro, dizem que seus subordinados assim exigiram. Isso é ser irresponsável! Um chefe que não assume a sua chefia e as responsabilidades da função torna-se fraco e deve ser substituído por alguém disposto a decidir com responsabilidade, a assumir os riscos inerentes à sua função.
Ser chefe, pois, não é tão fácil como muitos imaginam. Bons chefes são os que ouvem e promovem a participação. São aqueles que ouvem muito para decidir melhor.
Pense nisso. Sucesso!

 

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