NÃO ME CANSO DE CURTIR O OUTONO
Escrito por Luiz Marins
Muitas pessoas não curtem o Outono. Acham até uma Estação muito chata. Para mim, o Outono é cheio de simbolismos encantadores. Essa Estação de transição entre o verão e o inverno tem muito a nos dizer e a nos ensinar.
Seja pela mudança brusca nas condições climáticas com o gradual aumento do frio e a redução de chuvas no Sul e Sudeste, seja pelo aumento das chuvas no Norte e Nordeste, seja pela frutificação e queda das folhas de muitas espécies e árvores, seja pela intensa migração das aves, o Outono nos mostra a essência da necessária preparação para os tempos invernais, mais frios, mais chuvosos em algumas regiões mas sempre mais difíceis.
É sempre bom lembrar que o começo do outono no Hemisfério Sul e Primavera no Hemisfério Norte é marcado pelo exato instante que os raios solares incidem perpendicularmente à linha do Equador. Isso resulta em dias e noites com duração iguais, fenômeno que é chamado de equinócio.
Com ventos mais fortes e por causa da inclinação do eixo de rotação terrestre, a incidência dos raios solares é mais branda e a diminuição da quantidade de chuvas deixam o clima menos favorável para as plantas, fazendo com que muitas delas deixem cair suas folhas a fim de economizar a energia que gastariam produzindo clorofila.
O Outono, portanto é uma Estação complexa, com o começo e o fim bem distintos. No final de junho, quando a estação se despede, as noites são mais longas e as temperaturas são mais baixas e isso dá uma impressão de o sol estar “menos quente”, permitindo caminhadas de forma muito mais agradável.
Assim, com tanta transformação e instabilidade, o Outono vira um festival de cores: as folhas caídas se espalham pelo chão criando uma paisagem variada que se complementa com o céu e o nevoeiro das manhãs nas regiões mais frias. Fora tudo isso a luz solar colore o céu mesmo durante os primeiros e últimos minutos do dia.
O Outono é, portanto, um tempo de pensar, de cismar, de observar, de mudar e principalmente de nos prepararmos para os “invernos” da vida.
Assim, é o tempo de planejar. Como na fábula da cigarra e da formiga, quem não planejar no Outono, dançará no Inverno, com todo o simbolismo que aquela fábula e essas palavras podem nos oferecer.
Observe a natureza e nunca se esqueça que somos parte dela. Aproveite essa enigmática Estação que sequer seu nome tem origem definitivamente aceita.
Pense nisso. Sucesso!