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  • Quem tem medo de 2026? Leia o que eu acredito que mais nos atormentará e o que poderemos fazer em 2026.

    QUEM TEM MEDO DE 2026?

     

    Luiz Marins

     

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    O ano de 2026 no Brasil nos traz um horizonte carregado de prognósticos, ansiedades e um profundo sentimento de déjà vu. Não é o medo do desconhecido, mas sim o temor do excessivamente conhecido.

    Quem tem medo de 2026 não teme um monstro sob a cama, mas a materialização de fantasmas que já assombram os corredores do poder e as ruas do país há tempos.

    O primeiro e mais evidente fantasma é o da polarização política extrema. 2026 será um ano eleitoral, com disputas presidenciais e governos estaduais. O clima pós-2022, marcado por acusações de fraude, ataques às instituições democráticas e um abismo quase intransponível entre “nós” e “eles”, deixou um rastro de combustível pronto para ser incendiado. O medo, aqui, é que a campanha eleitoral não seja um debate de projetos, mas uma guerra de narrativas onde a verdade seja a primeira baixa e a violência política, a última consequência. Esse temor deságua diretamente no segundo fantasma: a instabilidade democrática e institucional.             As relações entre os Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – têm sido um campo de tensão permanente. A pergunta que paira no ar é: até que ponto as instituições aguentarão a pressão de um processo eleitoral acirrado?

    No plano econômico, o medo de 2026 veste-se de cifras e incertezas. É o temor do retorno da inflação descontrolada, do crescimento pífio que não gera empregos e do peso sempre presente da dívida pública.  A ansiedade sobre qual será o rumo da economia paralisa investimentos e o planejamento familiar.

    Por trás de todos esses medos macro, há um mais visceral e humano: o medo da violência e do colapso social. A sensação de insegurança, a expansão do crime organizado, a fragilidade das fronteiras e a crise no sistema prisional pintam um cenário onde a vida e o patrimônio parecem cada vez mais vulneráveis. Em 2026, esse problema crônico pode atingir novos patamares, alimentado pela crise econômica e pela descrença nas forças de segurança.

    Por fim, há um medo mais difuso, mas não menos importante: o cansaço. Cansaço da briga constante, da desinformação que contamina os grupos de família, da dificuldade de encontrar um terreno comum de respeito e civilidade.            O medo de que 2026 seja apenas mais um capítulo exaustivo na mesma novela de conflitos, sem que nenhum avanço significativo para a nação seja concretizado.

    Então, quem tem medo de 2026 no Brasil? É o cidadão comum. É o empresário que hesita em investir.   É o jovem que duvida do seu futuro no país.

    No entanto, o medo não precisa ser uma profecia. Reconhecer esses temores é o primeiro passo para confrontá-los. 2026 pode ser o ano do confronto, mas também pode ser o ano em que a sociedade brasileira, exausta do conflito, escolha um caminho diferente: o do diálogo, da valorização dos fatos, do fortalecimento das instituições e da busca por projetos que unam, e não dividam. O futuro não está escrito. Ele será, como sempre, moldado não pelo medo, mas pelas escolhas que fizermos a partir de hoje.

    Pense nisso. Sucesso!

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